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e a mãe, tá boa?
e a mãe, tá boa?





stephs fry em minúsculas e hype é o caraleo. idade mental que varia, cronológica que limita e cármica que confunde. loser, beesha, vagabunda, estourada, egocêntrica, crítica e pouco democrática. pros amigos, doce, prestativa e leal. pros "inimigos", indiferença cai bem. o fundamental pra viver? música, livros bons, filmes intrigantes e longos, lanchonetes pouco saudáveis e avenida paulista. the girl with the thorn in her side. não faço questão de ser diferente, ser igual é um conforto. do que eu não gosto? o espaço é pouco.

"how can they look in to my eyes and still they don't believe me?"
Terça-feira, Janeiro 24, 2006

"If you think I'm paranoid, It's fine"
01:16


"Quem me acompanha, me guia, quando me perco de mim?
Sei que não erro sozinho. Quem me leva? Quem me lava?
Só a minha consciência, que me faz ser e a quem faço:
tigre de garras ardentes, cajado que me sustenta,
olhos de ágatas imóveis, severo anjo que me guarda.
Mas às vezes me desguarda, me desguarnece da espada
de orvalho que corta fúrias e solta a rédea dos ímpetos.
Mas assim,desguarnecido, é quando sou porventura
mais perto e limpo de mim."


[Thiago de Mello]




Cansei. Cansei de ser legal, cansei de ser profunda, cansei de ser poética, cansei de ser compreensiva, cansei de ser educada, cansei de ser incrível, cansei de pessoas que, no fim das contas, não estão nem aí. Cansei de manter "amigos" que não valem merda nenhuma simplesmente porque eles precisam de mim. Eu não preciso dessas pessoas, não preciso de nada disso, não preciso de palavras de carinho e gestos de amor que duram menos que uma rayovac de camelô. O fato é que, quando eles precisam, você está lá. Quando você precisa, eles estão em qualquer lugar, menos ao seu lado. É loucura querer esse tipo de gente por perto.

Mas o pior não é "perder" pessoas. O pior é perder a fé em todo mundo. Ficar sem saber em quem confiar, ficar se policiando pra não dizer certas coisas, ficar em dúvida quando colocar alguém pra dentro, pra conhecer seu mundo, seus entes e amigos queridos e suas manias. O mais incrível é que isso no final não tenha valor nenhum pra alguns. Se tudo o que tenho não tem valor, que valor tenho eu se sou o que tenho? Sou um monte de elipses que fazem qualquer coisa soar bem, porque escondem os problemas e redundâncias para mostrar frases feitas, noites perfeitas. E as manhãs terríveis e solitárias são só minhas...

Eu estou longe de ser o que eu quero. Enquanto isso, muitos se aproveitam da minha restante inocência. Deve ser bom usar as pessoas. Deve ser muito bom. Ainda mais pessoas pequenas, feito eu. Como um chiclete, que te dá um prazer ridículo [mas já é algo] até perder o gosto. Ou até você achar um chocolate. E então, você joga o chiclete na rua pra alguém pisar e entra pra dentro de casa com o seu chocolate suíço. Ele é tenro, macio, dissolve na sua boca. O chiclete que você jogou na rua não passa de borracha. Borracha não dissolve... Ela resiste às suas mordidas, suas investidas, todas elas. Seu chocolate não resiste. E você se sente irresistível com ele.

Analogia ridícula, superficial. Mas tem que ser assim, porque eu cansei de ser profunda. E, ao mesmo tempo, cansei de esconder o que eu sinto lá no fundo só pra não machucar ninguém. Tô escrevendo tudo aqui justamente pra que todos leiam. Eu tenho um blog alternativo, que pouca gente lê, poderia estar escrevendo lá. Mas qual é a graça de jogar as facas em quem não tem que ser rasgado? Eu quero ferir quem me fere. Eu quero partir a cara de quem não olhou na minha. Eu quero socar meio mundo no estômago. Eu quero deixar de ser covarde e falar abertamente sobre coisas que incomodam. Eu quero que você leia isso, entenda que é pra você e que você ganhou uma conhecida. Mas perdeu uma grande amiga.

No Radinho: Rilo Kiley - Don't Deconstruct


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