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e a mãe, tá boa?
e a mãe, tá boa?





stephs fry em minúsculas e hype é o caraleo. idade mental que varia, cronológica que limita e cármica que confunde. loser, beesha, vagabunda, estourada, egocêntrica, crítica e pouco democrática. pros amigos, doce, prestativa e leal. pros "inimigos", indiferença cai bem. o fundamental pra viver? música, livros bons, filmes intrigantes e longos, lanchonetes pouco saudáveis e avenida paulista. the girl with the thorn in her side. não faço questão de ser diferente, ser igual é um conforto. do que eu não gosto? o espaço é pouco.

"how can they look in to my eyes and still they don't believe me?"
Quinta-feira, Abril 28, 2005

From Cajuzão To Gorgonzolinha =]
01:12

Existem pessoas que nos fazem sorrir. Existem pessoas que nos fazem gargalhar. Existem pessoas que nos fazem chorar. Existem pessoas que fazem com quem tenhamos uma vontade efêmera de nos matar. Existem pessoas que passam batido. E pessoas que não passam nunca. Mas existem pessoas que nos fazem felizes, pelo simples fato de existirem em nossas vidas. São raras. São poucas. Não importa, afinal, existem.

O que é distância pra você? Nada pra mim. Quando alguém vive em você, quilômetros são só quilômetros. São apenas números escritos em branco em plaquinhas verdes pela estrada. Não muita coisa. Não grande coisa. Nada. Nada. Nada. Quilômetros não roubam a importância das palavras. Não roubam o carinho, não roubam os sorrisos, nem os pensamentos. Não roubam a luz que acende quando tudo que se quer é a felicidade de outrém. Perto ou longe não tem valor.

Esse post de hoje não é para vocês. Para nenhum de vocês. É para ela. Porque esse dia é dela. Porque hoje o mundo é dela. Porque eu a amo como sou capaz de amar a poucos. Só ela deveria sorrir hoje.

Adele, minha amiga linda. Saudade que tenho de estar sempre vendo os caracteres vermelhos. Saudade do sorriso na hebe. Saudade de aloprar metade do mundo com você. Saudade de te chamar de Gorgonzolinha. Saudade do sutiã na cabeça hahaha. E de tantas outras coisas, tantas outras coisas, tantas... só não tenho saudade da tristeza que você, enfim, deixou ir embora. Sua felicidade é também a minha felicidade.

É inútil dizer o quanto eu gosto de você, inútil dizer o quanto eu quero que você seja feliz, inútil dizer tudo isso. Você já sabe de tudo. Você sabe como eu penso. Lembra dos três quadros? A gente sabe da gente.

Se eu pudesse, dava o mundo pra você. Ou um caminhão de Brahma + BBB24h vitalício com direito a fitas dos anteriores. Mas não posso e sei que você não se importa. Então, hoje eu vou te dar um eu te amo de irmã, o abraço mais forte e carinhoso do mundo e um beijo estalado na testa. Feliz dia da Adele.

Eu te espero aqui, para montarmos nossa república e fazermos uma série de coisas que ainda temos que fazer juntas :) e você ainda vai ser a hostess, hein? Ninguém tira seu lugar. Você é colocada. Poderosa. Vitaminada. Adele. Põe mais glitter e arrasa!

Com amor,

Cajuzão.


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Quarta-feira, Abril 20, 2005

Sobre Anderláines e Patos
21:28

Então, né. Eu não faço mais endereços de e-mail com "_". É, underline, anderláine, como preferirem. Ele me intriga. Não sei se o que me incomoda é o fato de ter que usar o shift para digitar anderláine [morro de preguiça. Notem que na maioria das vezes eu comento tudo em minúsculas, por pura preguiça de usar o shift] ou se é o fato de ter que explicar o que é um anderláine de vez em quando. Já aconteceu com vocês? Algo do tipo:

-Oi Fulano! Qual seu e-mail?
-Ah! É [fala por extenso] fulano_bonito@suamaetaboa.com
-Valeu. Como escreve anderláine?
_¬¬

Dá vontade de soletrar, só pro idiota mandar e-mail pra casa do caralho em vez de mandar pra mim. Algo do tipo parte 2:

-Valeu. Como escreve anderláine?
-U-N-D-E-R-L-I-N-E, é inglês, sabe.
-Ah sei! Anotado! [sai o idiota com um papelzinho escrito "fulanounderlainebonito@suamaetaboa.com"] Nossa, que e-mail grande =)
-É... né?

Enfim, não uso mais o anderláine. Ele me irrita de verdade. Eu fico incomodada quando tenho que adicionar um MSN com anderláine, por exemplo. É sério, me dói o pâncreas. Devo mesmo ter uma espécie de TOC muito fodido. Já perceberam como eu sou maluca? Isso porque eu nunca contei pra vocês do ritual que eu faço pra ir ao... erm, deixa pra lá. Porque afinal, é um transtorno psicológico meu, e nenhum filho da puta vai rir da minha desgraça. Tão achando o quê? Que eu sou a Ruth Lemos? Sanduíche-íche? Hã!

Hoje eu tô afim de escrever uns parágrafos bem aleatórios assim, sem nexo mesmo. Porque na realidade, eu nem tinha o que escrever aqui hoje. Só tô escrevendo pra não lembrar mais do Fuckin' Brain. Ele me intriga bem mais que o anderláine. You know, eu tava pensando num assunto que me incomoda bem mais que anderláines e Fuckin' Brains agora... tava refeletindo sobre minha passividade. Percebi que ela é tão grande, mas tão grande, que quero tomar óleo quente quando terminar de escrever esse post. Cada dia mais eu vejo o quanto eu sou loser. Se eu fosse amarela, seria assim:



É bem assim mesmo. Claro que não sempre, porque na maioria das vezes eu sou bem mais cabaça que esse patinho legalzinho. Mas quando eu gosto de alguém, fico a cara dele. Vou parar com isso, sério. Ninguém dá valor pra pessoas assim. E a maior prova disso é o tempo que os Los Hermanos levaram pra serem reconhecidos como são agora. E ainda assim, só são reconhecidos de verdade pelas pessoas que têm um quezinho de pato de borracha do MSN. Ahh, vai, confessa! Eu sei que você também tem seu lado patinho. Pode não ser acentuado como o meu, mas ele existe, i know.

Vocês lembram da Kátia Cega? Meeeu, melhor eu ir dormir.

PS.: Não sei se vocês se lembram daquela revista digital da qual eu fui colunista. Mas então, a Liana, que escrevia crônicas naquela mesma revista, pediu que eu dissesse a vocês que ela tem um blog. Então, ela tem um blog. Aliás, Liana, depois me lembra de linkar ele.

No Radinho: Juanes - Mala Gente


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Segunda-feira, Abril 11, 2005

A Medíocre História de Fucking Brain
16:22

Fucking Brain é um cara, um cara. É um cara medíocre, até. Mas não acha isso, não. Ele pensa ser bacana, sim. Talvez até seja, enquanto dorme. É que Fucking Brain 'tá sempre certo, mesmo com sua mãezinha. E ele pode estar, de fato. Tem argumentos, de certo. Tem inteligência, de sobra. E chega de vírgulas p'ra ele. Fucking Brain quer é ponto final. Tá cansado, cansado... Quer um cantin' de cama pra dormir sozinho. Quer dormir junto não. Só quando quiserem mesmo ele.

É que Fucking Brain tem se sentido meio rejeitado, não sabe? É, pois é. Ele conhece sempre muita gente, então. Mas essa gente toda não serve, não. E, assim como eu, ele não larga as vírgulas. E ele tropeça nelas, como na fala das pessoas que ele encontra. Ele nunca sabe porque disso tudo, aí. Não sabe se é porque é só Fucking Brain ou se é porque tem esse nome idiota. Ele preferia ser o Fucking Heart, às vezes. Esse aí é o popular lá.

Ele queria ser Fucking Heart, porque esse sim, esse sim é amado por todas. Como ele é querido, meu paizin' do céu! As pessoas fêmeas olham lá pra dentro dele e dizem "Que bonitin'! eu qué pra mim! eu qué cuidá, qué beijá, qué abraçá e casá". E Fucking Brain, o que tem? Tem nada não. Ninguém quer não, ele pensa demais. Argumenta demais. Funciona tão depressa, tantas vezes, que desajeita. Se atrapalha e tem ataques de histeria, ele. Aí grita e chora e esperneia.

'Tadinho desse Brain... Ele não faz por mal, não. Só não quer mais gastar tempo, nem alma, nem sonho. Já gastou tudo demais. Já cansou, já não dá mais. Ele vai dormir, agora. E pedir pro céu pra ter companhia no café amanhã.

No Radinho: Maná - En El Muelle de San Blas


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Terça-feira, Abril 05, 2005

O Segundo Plano
21:51

O segundo plano é um lugar frio e triste. Onde só os mal-amados habitam, pois são jogados lá por seus mal-amores. O segundo plano é o lugar daqueles que não se conformam e ainda correm atrás... ou mesmo daqueles que já desistiram mas ainda respiram. É o lugar dos que perderam, dos que erraram na escolha do amor, aquela coisa que não se escolhe. O segundo plano é uma casa suja e esquecida. Onde habitam os puros e melancólicos corações transtornados pela dor de um amor perdido... sem nunca ter sido ganho.

No Radinho: Aimee Mann - Save Me


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Segunda-feira, Abril 04, 2005

Then you just have to walk away
16:08

Sabe quando você está prestes a fazer algo que não deve? Pois é, eu tenho essa tendência a estragar as coisas pra mim. Adoro acabar com a minha vida, fazer tudo errado, pra nem ter conserto. E depois ir chorar feito criança tola, que perde o brinquedo no mar, mesmo depois de ter ouvido a mãe dizer setecentas vezes pra que não levasse o tal do brinquedo pro mar. Como tal criança birrenta que sou, sempre perco meus brinquedos no mar... Meus brinquedos, meus sonhos e amores. E a tendência é ser cada vez pior, não aprendo mesmo.

"and it hurts me to look into the mirror at myself and it hurts even more to have to be with somebody else and its so hard to do and so easy to say but sometimes... sometimes you just have to walk away. walk away"

Sometimes i wish i have a gun.

No Radinho: Portishead - Glory Box

"I'm so tired of playing,
Playing with this bow and arrow,
Gonna give my heart away,
Leave it to the other girls to play.
For I've been a tempteress too long"


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Sexta-feira, Abril 01, 2005

Brasileiro
01:07

Brasileiro sofre demais. Leva porrada da vida todo santo dia e ainda sai com a cabeça erguida, mesmo que a cabeça esteja doendo. Brasileiro chega em casa, cansado de um dia horrível no trabalho, liga a televisão e vê nos telejornais que o salário dos deputados duplicou, triplicou, quadruplicou, exagerou, exorbitou e desrespeitou, enquanto o seu salário encolheu. E o que se pode fazer? Nada, foi Brasileiro quem votou. Brasileiro colhe o que plantou.

Brasileiro sai na rua de carro pra trabalhar, e se tem carro bom, volta a pé pra casa. Levaram até o dinheiro do táxi. E o que Brasileiro faz? Compra outro carro depois de um tempo, com dinheiro suado, pagando imposto injusto, pra ter o carro novo, ou nem tão novo assim, pelo tempo que Deus permitir, porque o seguro é caro demais. A polícia não protege o Brasileiro. A não ser que ele seja traficante, e pague propina no valor de diamante.

Brasileiro tem filho e dá as tripas para criar: comida, vestimenta, lazer, escola. Principalmente escola. Ou o moleque vira marginal e vai contribuir para o aumento da lista daqueles que mal sabem escrever o nome, ou ler a placa da rua, a tal da lista que já não é pequena. Mas Brasileiro tem que pagar escola além do imposto que paga pro filho estudar "de graça". Porque se o filho for estudar "de graça", sai semi-analfabeto e predestinado a ser desempregado.

Por falar em desemprego, e se Brasileiro cai nessa vala? Aí vai tudo por água a baixo... Ou nem isso, pois pode haver corte de água. Brasileiro -que era advogado, médico, engenheiro-, vai vender cachorro quente pra turista estrangeiro, faxineiro, lixeiro, violeiro, macumbeiro... Pra quem quiser comprar primeiro. A vida não é fácil pra Brasileiro: ele não sabe o que é mais raro, tranqüilidade ou dinheiro.

No Radinho: Gilberto Gil - Drão

"Drão os meninos são todos sãos
Os pecados são todos meus
Deus sabe a minha confissão, não há o que perdoar
Por isso mesmo é que há de haver mais compaixão
Quem poderá fazer aquele amor morrer
Se o amor é como um grão!
Morrenasce, trigo, vive morre, pão
Drão"


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