Quarta-feira, Janeiro 26, 2005
.dinamite alternativa.
03:31
.meu corpo pesa.
.meu lábio seca.
.estou suja.
.estou puta.
.não enxergo.
.não conserto.
.só estrago.
.só deserto.
.sou errada.
.sou perversa.
.e podre demais pra você.
...parva? vale...
..e por quem não deveria ser?..
.por você? faz-me rir, amor.
.f.a.z.-.m.e. .r.i.r.
No Radinho: The Weakerthans - Everything Must Go / White Stripes - Jolene
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Quarta-feira, Janeiro 19, 2005
Is there a light that never goes out?
19:53
Aguém já se sentiu a zero km de lugar nenhum? Tô me sentindo assim. Será tédio?
"Tão longe de chegar... mais perto de algum lugar"
As minhas limitações ainda vão me matar, literalmente. Como diria meu amado Morrissey, "take me out tonight where there's music and there's people who are young and alive [...] because I want to see people and I want to see light".
foda.foda.foda.foda... Morrissey, casa comigo?
No Radinho: The Smiths - Everyday is like sunday
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Domingo, Janeiro 16, 2005
Os mesmos dias...
01:24
Ai ai... vontade de mudar tudo por aqui... esse blog não está mais a minha cara. Cansei de escrever legalzinho, vou fazer um blog pra falar de mim. Vamos ver se funciona?
Amiguinhos, hoje fui até a Augusta e fiquei num butecão com pessoas legais a tarde toda, tomando milhares de sucos de laranja [almost overdose de vit C], porque "não bebo mais" depois do episódio da vodka com coca-cola [alguns de vocês devem se lembrar]. Tá, eu bebo de vez em quando, mas achei melhor não arriscar hoje. Eu dou muito bafão quando bebo e a diferença entre causar e dar vexame é beeem pequena. Depois, saí de lá e vim pr... suspense!
Bah, quero ir pro Atari, bosta. E quero morar na Paulista. Alguém aí que more na Paulista quer me adotar? Sou bonitinha, companheira e não faço xixi no chão.
Alguém aí sabe o que maternofobia e como cura isso? Help meeeeeeee!
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"já não são mais os mesmos dias... já perdemos o brilho de nossos olhos" (Nenê Altro)
No Radinho: Dance Of Days - Se Essas Paredes Falassem
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Quarta-feira, Janeiro 12, 2005
Eu sinto tanto...
01:58
Hoje descobri que nem tudo o que vivi eu realmente vivi. E descobri que tenho saudades dessas coisas que não existiram. Através de algumas músicas que mais parecem objetos em minhas trêmulas mãos, vejo um passado que talvez seja futuro, escorrer pelos meus olhos em forma de água salgada. Vejo pessoas que eu não sou capaz de deixar de amar e outras que eu nunca deveria ter deixado, se é que as amei. Eu nem se amei! Eu não sei nem se realmente as vi, se as toquei, se elas consolidaram alguma parte de sua incerta existência em meu ser. A qual década pertenço, afinal? Em que tempo vivo, qual o meu lugar, quando foi que morri? Por Deus... já não me basta essa carne pobre de verdades. Minh'alma não me dá as respostas que procuro, pois já nem sequer me diz palavra. Ela está magoada, pois meus olhos mentem. A todo momento, eles tentam enganar multidões, Está tudo bem agora, meu amor!, você está em meus braços e o mundo é nosso! Grite para ele sorrindo lindamente e diga que a felicidade não voa mais, pois se prendeu a nós como pena ao pássaro!, eles pulam e correm e giram e giram, e onde está aquela grama molhada que eu costumava pisar quando criança? Quando foi que cresci? Por que ninguém me avisou que o moinho estaria fechado quando eu o visitasse em mais belo sonho? Se posso pedir, que me deixem dormir eternamente mais uma vez... que não me façam lembrar que tudo o que vivo real não é, e que minha felicidade é por demais efêmera, utópica e doentia. Me traga um cobertor, velho estranho, e pare de me importunar com suas canções tão tolas e nostalgicas de um pretérito forjado.
No Radinho: The Smiths - I'm So Sorry / Panic / Pretty Girls Make Graves
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