Segunda-feira, Dezembro 20, 2004
Aproveitem: hoje estou doce e breve.
18:18
Disseram que eu deveria postar hoje, pois faz uma semana exata que postei pela última vez. Como eu sou uma moça obediente e submissa às ordens e sugestões alheias, eu vou postar, né. Só que eu tenho um problema: como não estava preparada psicologicamente para postar, estou sem assunto. Então, eu vou dar três opções de temas para serem desenvolvidos por ninguém menos que eu mesma e vocês marcam um xis no tema que acharem mais divertido, ok?
a) natal
c) christmas
f) navidad
Pôxa vida, que bom que vocês escolheram este tema! Eu também estava louca para falar sobre cocada de abacaxi. Mas infelizmente houve um imprevisto e eu vou ter que falar de outra coisa.
Bom, esse fim de semana foi especial para mim. Ouvi coisas que podem me ajudar muito se eu souber interpretá-las da maneira correta, vi coisas que me deixaram um pouco triste e desiludida, mas isso tudo me fez buscar forças dentro de mim para conseguir o que eu quero. Ano passado, na virada de dois mil e três para dois mil e quatro, eu fiz algumas promessas, as quais não quero revelar aqui, pois são coisas minhas. Não consegui cumprir nenhuma, porque como uma boa leonina, esperei o mundo se curvar diante de mim e me conceder as coisas que almejo em vez de correr atrás delas. Burrice, muita burrice, e o signo só não justifica isso de forma alguma.
Como diria minha avó, de nada vale chorar sobre o leite derramado. O que eu quero mesmo, é deixar registrado aqui, no meu blog, pra quem quiser ler, que no ano de dois mil e cinco eu vou correr atrás dos meus objetivos mais do que qualquer pessoa que tenha objetivos sejá lá quais. Doa a quem doer, eu vou conseguir alcançar o que eu almejo, e meu esforço vai se transformar em merecimento. Não é mais promessa, é compromisso comigo mesma. O que é meu, eu vou trazer pra mim. E ninguém mais vai usufruir injustamente daquilo que me foi destinado. No mais, aconselho vocês a fazerem o mesmo. Ninguém é digno do sofrimento de ninguém, e não vale a pena prender desejos na cabeça sem transmití-los a todas as partes do ser, para transformá-los em esforço, luta e por fim, vitória. Follow your dreams, always.
Ah! Não sei se vou postar de novo esse ano, portanto, um bom natal e uma passagem de ano energética e iluminada pra todos. Que a esperança de uma vida melhor se renove a cada dia, cada passo que for dado em 2005. Obrigada por terem acompanhado esse blog em 2004.
No Radinho: Depeche Mode - Goodnight Lovers / Weezer - Undone
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Segunda-feira, Dezembro 13, 2004
Joga as mãos pra cima, balança a bundinha...
20:59
Eeeba, finalzinho de ano, festas chegando, momento perfeito para ser clichê. Retrospectivas choverão nos blogs como pobres na feirinha de Peruíbe, portanto, fofoqueiros: fiquem tranqüilos, loguinho vocês terão latas e litros de assunto fútil e sem conteúdo. Afinal, poucas coisas são melhores e mais divertidas do que ter um resumo anual da vida alheia, separado em meses ainda!, não é mesmo? Fora isso, veremos mensagens e mais mensagens de feliz natal e ano novo próspero, blá blá blá, enfim, nessa época do ano todo mundo se ama [ou quase todo mundo, porque eu continuo detestando a maior parte das pessoas que eu conheço. E das que não conheço também =) hihi]. Sim, eu sei que sou um docinho. E não, não vou desejar feliz natal a ninguém, somente a mim mesma. Feliz natal, Stephs. Um ano novo de muitas coisas boas, muitos quilos a menos [só uns cinco já tá bom, não pretendo ficar parecida com o Alex Band], muito dinheiro na carteira, e zero pessoas sem cérebro na sua vida. Você merece tudo isso, Stephs.
Mas me digam, já fizeram as cartinhas pro Papai Noel? Eu já. Pedi encarecidamente que ele se transforme em uma guitarra Fender Custom Shop e venha tomar um café comigo. E não me chame de materialista, eu só quero melhorar a aparência do Papai Noel. Na realidade, não foi bem nisso que eu pedi que ele se transformasse, mas não vou contar aqui meu real sonho de consu... digo, plano para melhorar a aparência do bom velhinho. As pessoas que me conhecem mais podem imaginar no que eu quero que o Papai Noel se transforme. Aaaahhhh, Stephs! Agora você vai ficar colocando piadinhas internas aqui, pôôô??!! Assim a gente num entende =( ! Vou, o blog é meu. Repararam como eu ando gostando de dizer essa frase ultimamente? YEEEAH, O BLOG É MEU! É MEEEEEU, UHUL! Não, não tomei ácido, nem fumei, nem cheirei nada. Não faço essas coisas em dias de semana. Só estou gentilmente jogando na cara de vocês que o blog é meu. Ai ai... gente, vocês não vêem como eu sou chata, arrogante, mal-humorada, sem cultura, preconceituosa, sem moral, sem escrúpulos, ingrata, filha da puta boa senhora que me pariu e criou, canalha, desconhecedora de verbos e afins e mais 23456782267298 coisas ruins? Pô, meu, eu sou a Bruxa Keka dos blogs!
Eu sou má, gente! Sou perversa, e sou a cara da Cida do Big Brother. Na minha rua, todos me odeiam e as criancinhas gritam assustadas quando eu passo. As velhinhas fecham as janelas e me olham com marra. Os jovens cochicham -Olha a frígida do 105 vindo aí!-. Afinal, tudo isso é falta de pinto. E de Igreja Universal, lógico. Mas o que posso fazer se nem os pintos dos pastores me querem? Essa vida é triste e cruel comigo. Pare de rir da minha desgraça, filho da puta! Você ri assim porque você não é gago, manco, perneta e não tem problemas glandulares que ultrapassam as barreiras protetoras do antiperspirante! Jeová te rejeitará cruelmente na hora do Apocalipse, deixará o demônio marcar 666 na sua testa e você consentirá, pensando que é o número da salvação! [Jó 16:5674839]. Ainda falando da minha vida, eu sou tão azarada, tão desgraçada, que não consegui comprar meu ingresso pro show do Bokaloka que vai ter aqui na minha cidade. É que eu fui atravessar a pontezinha de madeira que separa o morro da civilização e ela quebrou, me derrubando no córrego. Eu estou bem, apenas alguns ratos me morderam no toquinho de perna que conservo, pensando ser uma suculenta mortadela, mas não me feriram mortalmente como o pedaço da pontezinha que caiu na minha cabeça.
Viram? Eu não sou ruim porque quero. Eu sou rebelde porque o mundo quis assim, porque nunca me trataram com amor, e as pessoas se voltaram contra mim... Eu sou só um retrato de tudo o que sofro. E meu cabelo também. Já mandei várias cartas para o "Dia de Princesa" e para o "Gugu te enche de mobília", mas ninguém me atende. Acho que eles ficam intimidados quando vêem minha foto, pois sempre mando uma junto da cartinha. Hoje estou aqui, de peito aberto, contanto tudo para vocês, para que vocês me vejam como eu realmente sou: stepholânea josefa risoleta de sousa, nua e crua, como um quibe. Não me odeiem, eu lhes peço. Eu amo a todos, mesmo, tenho um coração puro como a caninha do bar do Ceará. E antes de ir embora, eu gostaria de dizer que esse foi o post mais sem noção de toda a minha vida, os parágrafos se contradizem o tempo todo [ou não, sei lá], o título não tem nada a ver com o conteúdo, e eu não sei nem o que eu tô falando. Quer saber? Vão a merda, que eu vou dormir.
Nota: a autora deste texto não tomou os remédios hoje, num ato de rebeldia, jogou todos na privada e dançou salsa em cima.
No Radinho: Dashboard Confessional - Drowning
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Sábado, Dezembro 04, 2004
Cara, cadê meu pavio?!
13:37
Eu fico horrorizada comigo mesma, às vezes. Há dias em que nem de TPM eu estou e mesmo assim já saio explodindo por qualquer bobeira. Dias em que se eu vir um chinelo fora do lugar em casa, eu saio berrando feito louca pra saber quem foi o autor da desgraça. Aí eu paro e me pergunto: isso é normal? Será que eu sofro de stress em estágio avançado tão antes de chegar aos trinta? I don't think so. É mais provável que isso seja um traço da minha personalidade leonina. Ou não. Pode ser um grave distúrbio mental também. Eu devia fazer ióga [e quem me corrigir leva um tapa no meio da fuça na primeira oportunidade física que eu tiver. Sempre que eu escrevo essa porra de palavra vem um panaca dizer que eu escrevi errado].
É fato que muitas coisas me irritam no cotidiano. Melhor dizendo, é fato que qualquer coisa pode me irritar a qualquer momento. Até mesmo pessoas queridas, que das quais eu goste muito. Só que a minha irritação não é algo muito saudável. Se é que isso pode sr saudável em algum nível. A minha irritação é algo extremamente violento, me faz querer esmurrar o filho da puta que está me irritando, seja essa pessoa conhecida ou não. Outro dia mesmo eu entrei no ônibus para ir pro curso e entraram quatro mulheres dez vezes maior que eu [tipo aquelas negonas de coral evangélico, gospel, sei lá eu que raios]. Até aí tudo bem, normal. E então as fulanas começaram a conversar. Mas elas falavam tão alto, mas tão alto, que aquilo começou a ferver o meu sangue. Porra, o que eu tenho a ver com a vida delas? Elas não sabem falar baixo? Não sabem que falar alto em lugares públicos é horrível? Pra ajudar, peguei um puta trânsito e fiquei um puta tempo ouvindo elas conversarem. O que mais eu podia fazer, né? Se fossem menores eu podia até tentar.
Usar transporte coletivo é complicado. Eu sempre me irrito neles, sempre. Sempre tem um ser inconveniente/fedido/asqueroso pra me enojar e irritar. Pior que o dia das negonas do coral, só o dia em que sentou um casal bem cafona na minha frente e começaram a se agarrar no ônibus como se não houvesse mais ninguém ali. O barulho daquele ósculo, provavelmente sem escovação de dentes, me fazia ter ânsias. Era uma loira com cara de vagabunda de esquina e um cara com pinta de dançarino de axé. E pela conversa dos dois, eles estavam indo pro Motel. Fala sério, ir pro Motel de ônibus no meio da tarde de um dia de semana... só pode ser caso. O que prova a burrice da loira, porque além do cara ser provavelmente casado [pelas evidências e pela aliança que eu vi no dedo], é pobre. Mas fofocas à parte, foi a coisa mais nojenta que eu já presenciei, cheguei no curso verde. A professora até olhou pra minha cara e perguntou se eu tava bem.
De fato, não estava. Pois algo havia me irritado. E as possíveis conseqüências da minha irritação são mal-estar, mau-humor, sonolência e impaciência. Depois que sofro com uma situação desconfortável, dificilmente eu fico numa boa. Demora um pouco pra que eu me recomponha, aquilo fica me martelando por horas, e às vezes até por dias. Quando deixei esse blog em hiatus, foi porque eu me estressei demais e isso inibiu a minha criatividade. Eu não consigo produzir quando estou irritada, não consigo pensar, desenvolvo um instinto auto-destrutivo que fica guardado no meu subconsciente para ser usado em situações como as que eu descrevi. Só que quando isso se torna maior do que a minha capacidade de armazenamento de informações e sensações, eu explodo, e saio distribuindo patadas. É estranho, não é saudável, mas é muito meu. Muito particular. E é provável que eu nunca me livre disso. Talvez eu nem precise me livrar, pode ser que seja minha defesa. Só que vira problema... quando a defesa ataca.
No Radinho: John Frusciante - The Slaughter
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