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e a mãe, tá boa?
e a mãe, tá boa?





stephs fry em minúsculas e hype é o caraleo. idade mental que varia, cronológica que limita e cármica que confunde. loser, beesha, vagabunda, estourada, egocêntrica, crítica e pouco democrática. pros amigos, doce, prestativa e leal. pros "inimigos", indiferença cai bem. o fundamental pra viver? música, livros bons, filmes intrigantes e longos, lanchonetes pouco saudáveis e avenida paulista. the girl with the thorn in her side. não faço questão de ser diferente, ser igual é um conforto. do que eu não gosto? o espaço é pouco.

"how can they look in to my eyes and still they don't believe me?"
Sexta-feira, Novembro 26, 2004

Where's the love?
19:16

Hoje vou falar de um tema diferente. Tá, confesso que não é muito inovador, mas eu pelo menos não costumo falar disso por aqui. Que tema é esse? Ora, caros leitores [fiéis, hein? Orras, depois de um mês em hiatus vocês ainda visitam esse blog!]! O tema de hoje é o amor. Chato? Nãããão! Difícil? Talvez. Mas eu não quero discutir filosofia amorosa, quero falar do amor superficialmente, porque é mais fácil e talvez porque eu só saiba falar de amor desse jeito. Por que eu vou falar disso? Porque me deu uma vontade enooorme de pensar um pouco a respeito. E porque eu estou amando também, e isso me faz ficar assim, romântica, praticamente uma flor de cactus de pessoa, um docinho de jiló em conserva de côco.

O que é amor? Não sei. Nem quero saber. Então como eu sei que estou amando? Também não sei. E também não quero saber. Só não acho que a paixão esteja tão longe do amor, afinal ela é a porta de entrada pra ele, seja lá o que ele for. A todo e qualquer momento podemos nos apaixonar, alguns de nós até mesmo buscam por isso, procuram sarna pra se cocçar loucamente por isso. A verdade é que ninguém quer estar sozinho, o ser humano é um ser gregário tanto socialmente quanto emocionalmente. Queremos ter alguém por perto, pra telefonar, jantar, ir ao cinema, perguntar como foi o dia, mandar ou receber flores, enfim, queremos sempre carinho, queremos sempre atenção, queremos alguém que compartilhe conosco nossas horas felizes e nos conforte nas horas ruins.

E onde encontrar tudo isso? Definitivamente, ninguém sabe! Fulano diz "Ah, quando eu menos esperava, conheci Sicrana e hoje somos felizes!". E por acaso alguém menos espera? Por acaso alguém esquece de algo que se necessita? Não. Essas atitudes afetivas, sejam cedidas [não vou escrever "dadas" para que não surjam piadas infames com relação ao meu texto querido] ou recebidas, são uma necessidade básica de qualquer ser humano, e ninguém esquece de suas necessidades básicas. Ninguém esquece de comer, ninguém esquece de dormir, de ir ao banheiro, de escovar os dentes. O amor não é um supérfluo, não é algo que podemos deixar pra depois sem sentir uma certa dor. "Menos esperança" é algo que efetivamente não existe. É puro folclore de quem já se arranjou e quer consolar quem tá sozinho.

Eu mesma, quando estava sozinha, nunca soube o que era menos esperar. Eu ouvia isso e pra mim não fazia sentido, o que raios é isso?! Bom, uma amiga minha deu uma definição perfeita do que pode vir a ser "menos esperar". Prestem atenção: uma grávida é uma mulher que está esperando um bebê. Teoricamente, "menos esperar", seria algo antes do esperar. Pois bem, antes de esperar o bebê, essa grávida estaria fazendo o que? Fodendo, é claro! Logo, menos esperar é se foder. Então, conselho de amiga aqui: nunca diga pra uma amiga ou um amigo encalhado que você encontrou o seu grande amor quando menos esperava, porque quem está sozinho por ironia do destino, já está se fodendo o bastante, e no pior sentido da palavra.

Uma coisa curiosa é o meio que eu usava pra encontrar alguém legal. Eu procurava as possibilidades em todos os lugares por onde eu ía. No ônibus [péssimo, eu sei], no metrô [ah, melhorou, vai...], na praia, na calçada, enfim, qualquer lugar. Óbvio que eu não saía cantando as pessoas, apenas observava e esperava um milagre, caso visse alguém interessante. E é claro que encontrei no lugar mais improvável a pessoa mais improvável com as atitudes mais improváveis. Posso ter encontrado onde nunca imaginei que fosse encontrar, mas não deixei de esperar por isso, não esqueci disso, não deixei de lado. Então, tô aqui pra dizer: não menos esperem porra nenhuma, batalhem, corram atrás de suas necessidades básicas, porque a gente só alcança algo quando é merecedor. Pode não ser com quem você imaginou, do jeito que você imaginou, no lugar que você imaginou. Mas com certeza vai ser algo que no fim, é bem melhor pra você.

No Radinho: Eagle Eye Cherry - Save Tonight


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Sábado, Novembro 20, 2004

Rock 'n' Roll High School
01:03

Hoje eu cheguei em casa e minha irmã tinha um recado pra mim:

-Steph, liga pro Thiago.
-Qual Thiago, o Tozzi?
-E você conhece outro?
-Não.


Então liguei. Thiago é um amigo meu de longuíssima data. Estudamos juntos desde a sexta série do ensino fundamental até o primeiro ano do ensino médio, se não me engano. É um dos caras daquela época, a melhor da minha vida, aquele tempo de adolescência infantil: quando a gente é bem pirralho, pensa que cresceu e chega cheio de marra tentando botar banca no pessoal da quarta série. Grande Thiago... Mas voltando, liguei para ele e no meio de tanto assunto de amigos que não se falam a um bom tempo, como sempre, tínhamos que falar de música. E o tema de hoje foi aquele que me entristece: o rock morreu. E não morreu de morte morrida: foi assassinado.

Eu não ligo mais o rádio. Não ligo mais porque não quero ouvir o Evanescence, a Avril Lavigne e o Linkin Park na "Rádio Rock". E também porque não acho que o Charlie Brown Jr., o Detonautas e o Jota Quest sejam "o melhor MIX de São Paulo". Isso tudo não passa de LIXO! Quando sou obrigada a escutar esse tipo de coisa [se estou no carro ou na casa de alguém por exemplo], me controlo de maneira dantesca para não atingir o aparelho de som com uma bica ou uma catarrada [achou estranho essa palavra no meu blog? duh, como eu sou infame]. Meu pâncreas treme cada vez que eu ouço o Chorão grunhir, ou quando ouço a tal da Amy Lee tentando forjar uma mistura de Pavarotti de saia preta com gralha cruzando com condor.

Essas bandinhas americanas que surgem todos os dias, essas bandinhas brasileiras sem personalidade que imitam as bandinhas americanas que surgem todos os dias, essas ex-grandes bandas brasileiras e estrangeiras que hoje em dia não passam de um monte de tios grisalhos manipulados pelas gravadoras tentando se passar por moleques de dezesseis anos, tudo, tudo isso é patético. O rock já era faz tempo. Os jovens da minha idade não mexem mais nos discos dos pais e dos irmãos mais velhos, para achar bolachões dos Smiths, The Doors, ou do The Cure, do Talking Heads, do Pink Floyd, Deep Purple, Metallica em seus anos de ouro, quando os integrantes pareciam minhocas! Tudo isso foi esquecido. E algumas dessas bandas acabaram, sabiamente. Se não tivessem acabado, corriam o risco de ficar como as que resistiram: verdadeiros lixos decadentes.

Amanhã vou dar as minhas camisetas de banda pra alguém que passe frio. O sonho acabou, de uma vez por todas... restaram os pesadelos prontos para o consumo.

Ah! Sim, acho que voltei a postar.

No Radinho: Talkin Heads - As The Days Go By / Nothing But Flowers


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