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e a mãe, tá boa?
e a mãe, tá boa?





stephs fry em minúsculas e hype é o caraleo. idade mental que varia, cronológica que limita e cármica que confunde. loser, beesha, vagabunda, estourada, egocêntrica, crítica e pouco democrática. pros amigos, doce, prestativa e leal. pros "inimigos", indiferença cai bem. o fundamental pra viver? música, livros bons, filmes intrigantes e longos, lanchonetes pouco saudáveis e avenida paulista. the girl with the thorn in her side. não faço questão de ser diferente, ser igual é um conforto. do que eu não gosto? o espaço é pouco.

"how can they look in to my eyes and still they don't believe me?"
Sábado, Julho 31, 2004

Bigodes, brilhantinas e afins
12:19

Já perceberam que todo porteiro que se preze tem um bigodinho ridículo?! Isso é quase uma regra. É como se pra serem contratados eles precisassem do bigode, tipo uma espécie de "regra contratual".

Cláusula I - Parágrafo 1 - É obrigatório o bigodinho ralo ridículo em todas as atividades de porteiro / zelador de condomínio.



Será que é assim?! Deve ser. E pra completar o "pacote uó", eles, os porteiros, ainda têm aquela mania no-jen-ta de ficar passando os dedos polegar e indicador no bigode, como se tivessem limpando o iogurte do café da manhã. Chega a ser desagradável: você passa inocentemente pela portaria e o porteiro do bigodinho ridículo te olha de cima a baixo passando os dedos sobre o mesmo e diz "bom dia" [ou boa tarde, ou boa noite... whatever] com cara de olha como eu sou gostosinho. É muito pra minha cabeça...

Aliás, meninas, respondam: existe coisa mais tenebrosa do que bigode?! Taquipariu, eu não sei de onde alguns homens tiram a idéia de que bigode é bonito! É a coisa mais cafona que existe. A menos que você seja gaúcho ou português e tenha no mínimo, veja bem, eu disse no mínimo quarenta anos. Aí tudo bem, fica normal. Até porque um português ou um gaúcho sem bigode, não é um português nem um gaúcho, é um paraguaio. E se você for o diabo também pode, porque eu sempre imaginei o diabo de bigode, então espero que ele realmente tenha um. E tem que ser daqueles cacheadinhos nas pontas, que fazem a voltinha. No estilo português, só que mais fino, pra ele ficar enrolando com os dedos enquanto vê gente como o Kurt Cobain ardendo nas chamas.

Outro dia eu achei umas fotos antiguérrimas aqui em casa, e vi a foto de um rapaz de brilhantina no cabelo [muita brilhantina, diga-se de passagem, o cabelo dele estava pastoso de tanta brilhantina] com um bigodinho ridículo, que não chegava a ser de porteiro, mas ainda assim era horrível. Ele estava vestido com aquelas calças boca-de-sino, hiper beesha, aliás, beesha não porque beesha sabe se vestir, a palavra certa é jeca mesmo. O cara era uma catástrofe ambiental, aqueles que você olha e fala "cacete, abriram a porta do inferno, salve-se quem puder!". Bem, o fato é que diante daquele capeta-bigodudo-de-cabeça-reluzente, não sabendo de quem se tratava, resolvi perguntar para a dona da relíquia:

- Mãe, quem é esse ser?
- Teu pai.
- o_O
- Que foi?
- Meu pai? Mas mãe, esse rapaz é magro, meu pai pesa duzentos quilos! [a esperança é a última que falece, não é mesmo?]
- Mas aí o seu pai tinha vinte anos, colesterol baixo e senso do ridículo. É, pensando bem, tira o senso do ridículo.
- Ô mãe... meu pai era rico quando vocês se casaram? Tipo... milionário?
- Não, eu que não tinha juízo, nem cérebro, nem... ah, esquece. E me respeita, menina!
- +_+

Só sei de uma coisa: se eu fosse a minha mãe, eu provavelmente não teria nascido.

Breve pê-ésse: grata pela paciência de vocês, fiquei uma semana sem postar e nem assim me abandonaram [chuinf]. E grata também pelo vale transporte que a Tai deu pro meu cérebro voltar pra casa, tadinho, ele estava perdido no Alto de Pinheiros. Depois eu te pago o vale transporte, Tai... e uma coxinha com tubaína no Bar do James.

No Radinho: Jorge Ben - Zazueira


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Domingo, Julho 25, 2004

Crise de criatividade...
05:52

... acho que o meu cérebro também quis curtir umas férias. E bem longe daqui.



Bom, se alguém encontrar ele por aí, diga que eu mandei lembranças. E que tenho um blog pra criar. [drama detected]

No Radinho: Fresno - Carta / Ludov - Princesa


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Quarta-feira, Julho 21, 2004

Quarto de parasita é zona
20:40

Hoje eu acordei [num horário bem próprio pra isso, 17:28] e me assustei deveras quando olhei pros lados. Achei que estivesse no meio da guerra do Vietnã. Coisas, coisas e mais coisas, jogadas por todos os lados do meu quarto. Roupas em cima do computador, mais roupas em cima da impressora, copos, pratos, colheres e guardanapos ao lado do telefone, meias usadas no chão, diversos pares de tênis espalhados, papéis de bala pela estante e pelas dependências da escrivaninha e poeira, muita poeira, tanto pó que é possível que me confundam com uma traficante colombiana. Sim, sim, minha mãe viajou.

A minha mãe é o único ser humano que consegue manter meu quarto no mínimo habitável [ou eu limpo ou eu morro], mas quando ela viaja os demônios da sujeira e da bagunça tomam conta do pedaço. Hoje o que me forçou a limpar o quarto não foi minha mãe, mas minha consciência que me disse "as baratas vão invadir". E meu medo de ficar doente ou me perder aqui pra sempre, claro. Só que em SP tá um puta frio, o que me fez pensar "caralho, como eu vou passar pano no chão ou tirar pó sem mexer com água?". Não tem jeito, mas é melhor uma pseudo-hipotermia do que uma alergia real e fodida.

Então, eu estava decidida a limpar o chiqueiro quarto quando me veio o seguinte pensamento: vai começar Cavaleiros do Zodíaco! E hoje era o dia em que os cavaleiros de aço [que mais parecem coleguinhas de primário do Mega Man] apareciam pra ajudar o Hyoga a derrotar o não-sei-quem de Centauro. Foda-se o quarto, fui pra sala [na tv do quarto não dava meeesmo] assistir o episódio que eu já tinha visto quando CDZ passou na extinta Manchete, mas enfim, vale a pena ver de novo.

Quando acabou o desenho, voltei à realidade: meu quarto ainda estava nojento e pegajoso. Aí não tive escapatória, me travesti de Isaura, catei meu baldinho atômico e minha vassoura de criptonita e saí limpando tudo o que encontrei pela frente cantando algo como "lerêêê lerêêê...". Uma tonelada de lixo depois, meu quarto estava limpinho e cheiroso. Acendi um incenso, uma velinha e vim pra santa paz do meu computador, onde hei de ficar até amanhã de manhã fazendo absolutamente nada de útil. Mas pelo menos agora o ambiente está leve e eu posso ter a certeza de que o monstro do lençol imundo não vai levantar dos escombros pra me pegar. E minha mãe também não vai me lavar na máquina e pendurar no varal quando chegar em casa [é, não sei, até lá o quarto já deve estar cinco vezes pior].

E na realidade, esse post não tem o mínimo sentido, tendo em vista que eu apenas contei o meu dia de Isaura [depois me inscrevo no dia de Princesa] pra vocês. Mas pelo menos ninguém pode dizer que eu não atualizei.
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Pausa para os comerciais: minha amiga Bárbara fez um blog, visitem, ela é hiper simpática. E mais, eu e o Flávio estamos fazendo um blog sobre música. Clique aqui e conheça.

No Radinho: R.E.M - Bad Day


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Sexta-feira, Julho 16, 2004

Uma nação de idiotas
21:34

Quem me conhece sabe que eu sou terminantemente contra qualquer tipo de preconceito. Seja racial, social, regional, não interessa, sou contra e defendo as diferenças com todos os argumentos possíveis. Convivo em harmonia com qualquer um que saiba o significado da palavra respeito. Seja pobre ou rico, homo ou hétero, judeu ou budista, nordestino ou gaúcho, não importa, onde há respeito não há desconforto causado por diferenças alheias. Sou a favor do "viva a sua vida sem se incomodar com o modo que as outras pessoas vivem as delas".

Essa minha forma de pensar, ao mesmo tempo que me deixa um pouquinho melhor como ser humano [creio eu, é o que eu aprendi], me estressa deveras às vezes. Simplesmente porque a maioria das pessoas pensa de forma muito diferente. Moro em São Paulo e, infelizmente, as pessoas nas grandes capitais, tendem a ser muito mais preconceituosas do que em qualquer outro lugar. Amo a minha cidade, mas acho que os próprios paulistanos mancham a imagem de São Paulo quando fazem seus comentários preconceituosos contra cariocas, nordestinos, pessoas residentes em lugares socialmente menos favorecidos e etc. Enfim, é absurdo que em pleno século vinte e um, ainda exista esse tipo de coisa.

Uma coisa que me irrita demais, é a mania dos paulistanos de chamar alguém cafona de baiano. Confesso que eu mesma já fiz isso muitas vezes, mas bastou que eu crescesse para parar com essa idiotice. A Bahia é linda, os baianos são lindos, alegres, enriquecem nossa cultura. É justo usar o termo "baiano" para nomear o que é feio, cafona e etc?! Definitvamente não, não mesmo. É puro preconceito. Quantas e quantas vezes eu já ouvi gente daqui dizer que não gosta de nordestino?! Milhares. E todas essas vezes, eu argumentei e defendi, em nome das pessoas maravilhosas do nordeste que eu conheço [alguns exemplos, dois paraibanos lindos de viver: Breno e Tati].

Outra coisa que me chateia demais, é o preconceito contra gays. Tenho vários amigos gays, meninos e meninas lindos, inteligentes, pessoas íntegras e éticas que não merecem ser desrespeitadas por falsos moralistas que fazem dezenas de coisas abomináveis todos os dias e julgam pessoas que não fazem nada além de amar de uma forma diferente. É crime?! É contra a bíblia?! É o caralho! A verdade é que o homossexualismo sempre existiu, não foi inventado por ninguém. Essa coisa de dizer que é pecado e o escambau é pura cabacisse de gente escrota e infeliz. Gostaria que vocês por gentileza, lessem esse texto publicado pelo Sr. Júlio Severo e tirassem suas próprias conclusões. Vejam com os seus próprios olhos o quão repugnante, hipócrita e preconceituoso o ser humano pode ser, se apoiando em passagens bíblicas para expressar suas humanas opiniões. Sempre lembrando que a bíblia é um livro escrito pelos homens, não por Deus.

Eu às vezes sento e fico me perguntando como podem existir pessoas que não aceitam as outras por causa de pequenas diferenças que nada influenciam nas vidas alheias... ignorância pura. "Somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter", acho que essa frase resume bem a minha filosofia de vida: eu sou o que eu sou, você é o que você é, me respeite e terá o meu respeito. Podemos melhorar, podemos piorar. Depende apenas de cada um de nós, do nosso interior, daquilo que carregamos dentro do coração. Acho que basta lembrar que todos têm sentimentos, independentemente de cor, credo, nacionalidade, regionalidade, posição social ou orientação sexual. Todos vamos virar comida de verme um dia, o dinheiro e o status não livram ninguém disso. Daqui só se leva amor. Mas só vai levar quem o tiver.

"O maravilhoso está na raíz do espírito" - Antonin Artaud

No Radinho: nada por hoje.


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Quarta-feira, Julho 14, 2004

"E foste um difícil começo..."
06:10

Cara, eu estava aqui pensando nessa loucura que é o mundo digital... comecei a pensar e a pensar até que me dei conta de quantos bons amigos essa joça que eu chamo de computador me ajudou a conhecer, quantas pessoas legais entraram na minha vida através dessa carroça aqui. Há um ano e meio atrás, eu não usava o computador nem pra jogar paciência, e hoje, me sinto dependente disso, um vício mesmo. O mais incrível nisso tudo é que fiz amigos de verdade, me relaciono virtualmente [muitos já conheci pessoalmente] com pessoas que se importam comigo, que querem me ver bem [e é recíproco]. Eu sempre achei que esse negócio de conhecer pessoas pela internet era coisa de nerd, mas tô tendo que engolir essa minha posição antiga. Conheci aqui pessoas inteligentes, interessantes, divertidas e com as quais eu posso aprender muito, mas muito mesmo.

Me lembro quando eu fiz o meu primeiro blog... era tosco pra cacete, o layout tinha um frango num fundo laranja, o blog era hospedado no Blig e só minha prima visitava. Aí eu fui aprendendo, aprendendo, até chegar no Blogger Brasil e, aí sim, começar a me desenvolver no mundo blogueiro. Ainda lembro quem foi a primeira pessoa que eu conheci através dos blogs, foi a minha querida Camila que me recebeu tão bem em seu msn, que peguei quando visitei seu blog. Daí em diante, tive vários blogs pessoais [eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo] e em outubro no ano passado, criei o meu amado Queima, Jesus!, onde eu viro Bispa e meto o pau no que é ruim, gratuito e feio sem dó.

Eis que surge a idéia de visitar os blogs of note, e, encontro o antigo cumequié?. Lá, fiz um teste para ver qual blogueiro famoso eu era e o resultado foi a menina do Eu diria que.... "Bom, se eu sou essa fulana, deixeuvê quem ela é!" e pá! Amor à primeira vista existe! Me apaixonei na hora pelo blog da Fer [mas não imaginava que tempos depois, eu a conheceria e mais, através dela, conheceria a Zuia. Sem contar que acabei conhecendo quem me levou até a Fer, o Bruno do cumequié?, que tentou me passar um trote esses dias ¬¬]. Ainda nessa época, conheci a menina que eu chamo de irmã: minha [tá, nossa, eu divido com vocês] amada, amada e amada Adele. Nos conhecemos numa pancadaria num pulgueiro chamado Antiblogueiros. E ela se tornou minha irmã mais nova [mais nova porque ela quer ser mais nova. Na realidade, ela é mais velha que eu] e minha companheira de queimadas lá no QJ. Só sei que então o tal do Bloggerman resolveu meter a gente no What's Up e aí que deu-se a coisa: conheci tanta gente bacana que se eu encontrasse o Bloggerman, lhe dava um beijo na boca! Exagerei, vai, dava um aperto de mão e uma trufa de morango.

O que veio com o destaque do What's Up foi muito mais do que aquela chuva de comentários "passa no meu" e aquela porrada de e-mails que recebíamos a todo minuto. A minha paciência [hoje extinta, babe], me permitia ler e-mail por e-mail, guardei cada selo, cada gif que nos mandaram de presente. Não os postei, porque senão ia virar carnaval, mas guardei tudo. Dentre os e-mails mais importantes, posso citar o do meu amigo lindo do coração, Filippe, que escreveu um post sobre o QJ em seu blog e me emocionou com certas comparações que fez.

É estranho esse negócio de ser blogueira pseudo-famosa. Porque meu blog saiu até no jornal O Globo e eu não tenho noção de quantas pessoas lêem o que eu escrevo [odeio números, odeio contadores]. Me assusto demais cada vez que chega alguém no meu msn dizendo "cara, tu é a Bispa! Meu, amo seus textos, sou seu fã!", isso pra mim é muito Mari Moon, esse negócio de ter fãs virtuais. É esquisito demais saber que pessoas que nunca viram o meu rosto, param pra ler o que eu escrevo pelo simples fato de apreciarem o meu trabalho. Mas devo dizer que me alegra demais o fato de poder divertir as pessoas, me alegra saber que elas sorriem ao ler um esculacho no QJ ou um texto de cunho humorístico aqui no meu blog pessoal. Blogs são deveras divertidos... através deles, fiz e faço amizades ótimas, tanto com pessoas que eu admiro, quanto com pessoas que, pro meu espanto, me admiram. Eu queria poder citar aqui o nome de todo mundo que eu conheci nessa selva digital. Queria mesmo, porque são pessoas muito importantes pra mim. Mas, como todo blogueiro que se preze, eu também sou preguiçosa às vezes. Só que eu tenho certeza que essas pessoas sabem que é delas que eu estou falando.

O post de hoje não foi humorístico, não foi crítico, não foi crônico. Foi só pra agradecer a todos vocês, amigos queridos, que lêem o que eu escrevo, participam das discussões, se importam de certa forma comigo, me defendem, me linkam, me divertem e me inspiram com seus blogs, e me motivam, a cada dia, a cada hora que passo conectada, a escrever mais e mais, o que leva ao meu desenvolvimento em diversos sentidos. Agradeço ao Santo Expedito cibernético pela graça alcançada, vocês são demais e eu os adoro. Beijo pra minha mãe, pro meu pai, especialmente pra você e pra Shasha. *Pollyana mode off, porra!*

No Radinho: Los Hermanos - Hollywood


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Terça-feira, Julho 13, 2004

Drogas pesadas
00:09

Ócio rima com ópio. E devo dizer que a semelhança entre essas palavras vai muito além das três letras das quais compartilham. Eu diria que são quase sinônimos. Sim, sinônimos. O ócio é uma droga tão perigosa quanto o ópio, apesar de ser agradabilíssimo ao meu ver. Quem não gosta de ficar de papo pro ar, pensando na vida?! É, tem gente que não gosta, acha que é perda de tempo e que time is money. Mas eu, particularmente, adoro ficar sem fazer absolutamente nada por algum tempo. Aí vocês me perguntam: e que mal isso faz?. Há, agora chegamos no ponto que eu quero! O ócio traz automaticamente consigo a comida. E aí o bicho pega, porque sedentarismo com brigadeiros gigantes é uma combinação explosiva e extremamente nociva.

A coisa funciona mais ou menos desta forma:



Sim, caros leitores. Não há quem não coma o tempo todo enquanto está sem fazer nada que seja produtivo. E eu, como estou de férias, sofro horrores com isso quando estou em casa, posto que minha mãe é uma excelente cozinheira. E mesmo se não fosse, tem um mecadinho aqui perto. Se eu fico em casa, passo o tempo todo comendo coisas de teor calórico altíssimo e não há quem me impeça. Absurdo, eu sei, podem me chamar de Free Willy. Mas quem nunca comeu brigadeiros gigantes [ou chocolates em geral] enquanto admirava o teto da sala deitado no sofá que atire a primeira bomba de chocolate.

Por isso que eu formulei uma nova lei, a lei da cota do chocolate. Funcionaria da seguinte maneira: cada ser humano descontrolado teria direito à somente duzentos gramas de chocolate por semana, para seu próprio bem. Se fosse pego comendo além disso, pagaria uma multa altíssima que lhe arrancaria até as calças. Ok, eu sei que isso é impossível, mas acho que só assim pra eu parar de me entupir de cacau. Não há academia que funcione desse jeito, vou ficar gorda, diabética e meu colesterol vai ultrapassar o Big Ben. Alguns dizem que eu deveria sair mais de casa. De fato, isso resolveria meu problema com essa relação entre o ócio e os brigadeiros gigantes. Mas a questão é que eu não gosto de sair de casa. Sim, eu saio às vezes, mas não deixo o tempo fora de casa ultrapassar o tempo dentro de casa.

Acho que esse foi o post mais fútil e retardado que eu já escrevi, mas estou realmente preocupada com o que eu posso vir a me transformar se não parar de comer chocolate e porcarias calóricas compulsivamente. Eu posso acabar ficando igual a Gordinha Danone... *medo, pânico*. Alguém aí tem umas dietas bacanas pra me mandar?! E meu aniversário está chegando, portanto, quem quiser pode me mandar de presente um livro dos Vigilantes do Peso ou coisa parecida. Antes que eu não consiga mais escrever aqui de tão gorda =) *drama exagerado mode off*

No Radinho: Chico Buarque - Samba Do Grande Amor


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Sábado, Julho 10, 2004

Boca grande
02:50

Existem pessoas que perdem a oportunidade de ficarem caladas. Eu simplesmente penso que o silêncio é muito mais produtivo do que uma bobagem qualquer que possa ser proferida. Ou seja, se é pra falar merda, não fale. Esse é o motivo pelo qual eu não atualizo o meu blog todos os dias: prefiro ficar quieta ao publicar qualquer porcaria e transformar meu blog numa cyber privada de banheiro público. Muitas vezes, quando me questionam em relação a isso, alego falta de tempo, o que não deixa de ser verdade, já que eu não fico o dia todo sem fazer nada na maioria das vezes. Mas enfim, às vezes tenho tempo, mas não tenho assunto. E esse não é um daqueles bloguxos de pattys que postam por postar, chegam lá e escrevem algo como "OiiSsS, pExOiNhAXx FófIx!! nAuM tEnHuu NaDaAh pÁá PoXtÁ oJiii hihihi!! iNtAuM Vo cOLoKÁá eXaa ImAGeN fÓfIXxX qUi a mILaH fEiX pÁ mIIIMmm XD~~ " e tascam um gif tosco e brilhante na cara de quem tá lendo [detalhe que eu demorei cerca de quinze minutos pra escrever essa frase no dialeto das pattys toscas... Cara, como elas conseguem escrever posts inteiros dessa forma?]. Resumindo: quando eu não tenho o que postar, simplesmente não posto.

Só que a coisa vira um problema quando começam a me cobrar demais. Algumas pessoas não entendem que eu não sou paga pra escrever aqui. Na hora em que meu blog se tornar uma obrigação, deletá-lo-ei no mesmo instante. Já me bastam as obrigações da vida real, não preciso de mais uma. Entendo que é meio frustrante, é chato quando algo que gostamos de visitar não é atualizado sempre, também fico chateada quando não encontro nada novo nos poucos sites/blogs ainda que visito. Mas eu procuro compreender que isso é pra ser uma forma de lazer, não um estágio sem remuneração. E outra, tudo que é muito esperado, é mais gostoso. Por exemplo, eu simplesmente AMO os posts do Filippe, mas ele posta de séculos em séculos, quando acorda do seu sono profundo. E eu não saio dizendo "Olha, quando o blog não é atualizado eu paro de visitar, tá?". Até porque, se eu fizesse isso, um a mais ou um a menos, não ia fazer falta. Se bem que, nesse caso, acho que talvez fizesse porque somos amigos. Se não fossemos, aposto como ele diria "Meu cu pra ti" e pronto.

A questão é que eu, como qualquer ser humano, tenho minhas obrigações e limites. Não vivo pra ninguém senão para mim mesma e não faço coisas que eu não quero fazer para agradar a terceiros. E também não aceito "brincadeiras" grosseiras e desrespeitosas em relação à minha pessoa nos comentários, posto que em primeira instância não respondo comentários com palavras de baixo calão, a menos que este seja um comentário agressivo ou um daqueles comentários patéticos de blogueiros frustrados carentes de visitas que chegam e comentam "Massa seu blog, passa no meu...". Mas a questão é que, no momento em que me sentir ofendida, vou xingar Deus e o mundo sim. Estou no meu espaço, onde não admito ser agredida verbalmente com "brincadeiras" ou exigências sem sentido e/ou fundamento. Principalmente porque que eu saiba, eu não saio torrando a paciência de ninguém nos comentários, a menos que a pessoa seja muito íntima para poder entender a minha brincadeira [que com certeza terá "cara" de brincadeira]. Enfim, não imploro visitas regulares de ninguém, assim como não visito todo mundo regularmente. Entra aqui quem quer, comenta quem quer, não obrigo ninguém. Se acha meu blog ruim porque não atualizo sempre, ótimo, dê uma olhada nos links e veja se há algo que agrade. Caso não encontre, procure em outro lugar. Tá cheio de blog bom que é atualizado todos os dias. Ou melhor ainda, leia o jornal, sai todos os dias com notícias fresquinhas e diferentes das do dia anterior. Apenas poupem-me de comentários de caráter sórdido e pseudo-displicente, isso pra mim é coisa de gente infantil que não tem mais o que fazer.

Well, revoltas à parte, quero mandar um beijo pra minha prima Priscila que faz aniversário amanhã, dia 11. Luv ya, Pri.

No Radinho: Dandy Warhols - Plan A


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Terça-feira, Julho 06, 2004

Sobre e-mails e panelas
01:17

Olhaaa, eu tenho um Gmail! O que, você não sabe o que é isso? Babaca! Gmail é o e-mail do Google, o único que oferece nada menos que 1 GB de espaço. Você não tem um? Nooossa, se mate, seu excluído! Pule do prédio mais próximo, se jogue da ponte mais alta, entre na frente do primeiro caminhão que encontrar na rua! Quem não tem um Gmail tem que morrer, porque não está na moda. E digo mais, não adianta querer salvar sua vida e ir tentar se cadastrar, porque o Gmail está em fase de teste e só pode se cadastrar quem tem muuuita sorte e é convidado. Se você não foi, apenas me diga onde será o seu velório, prometo que vou e coloco uma florzinha no seu túmulo.

Impressionante como tem neguinho se matando [dessa vez no sentido figurado] por não ter uma conta no Gmail, só porque é modinha. Sim, modinha, porque na realidade, ninguém precisa de 1 GB de espaço, a menos que seja artista ou mate a pedradas a prefeita de São Paulo. Quando eu ganhei meu cadastro do menino mais fofo do mundo, o Jack, fiquei feliz, claro. Mas eu não sonhava todas as noites com 1 GB de espaço para guardar as mensagens que recebo. Até porque não gosto muito de guardar ameaças de morte e .pps's malditos.

Mas acho que o ser humano nasce com essa coisa de querer estar na moda, de estar no meio, ser incluído em uma massa. Quando saiu o Orkut, foi a mesma coisa: todo mundo se estapeando pra ser convidado. Aí, quando chegavam lá, nem sabiam qual era a graça da bagaça, mas estavam felizes por serem incluídos, por estarem na moda. Afinal, isso basta, não é mesmo? Aliás, por falar em Orkut, deletei a minha conta de lá. Não agüentava mais ver pessoas perfeitas, que não peidam e acordam com hálito de maçãs verdes flambadas. E além de tudo, a modinha se espalhou de tal forma, que já tinha gente me pedindo pelo amor de tudo que é santo, pra que eu os convidasse a entrar lá. Compreensível. É [ou era?] moda.

Desde pequenos, aprendemos a seguir as modinhas. Quem não as segue, é esculhambado pela sociedade. Eu por exemplo, fui banida do meu grupinho de "amigas" quando disse em alto e bom som que não gostava de Backstreet Boys. Vou lhes contar a história.

Há muitos e muitos anos, em um condomínio longínquo...

Eu: - meninas, não gosto de Backstreet Boys e o Brian é, só pode ser, viado.
Elas: - Ooooohhhhhhhh! O quê????!!!!
Eu: - Isso mesmo que eu disse. Eu não gosto. E o jeito que eles dançam é constrangedor.
Elas: - Ooooohhhh! Meu Deeeus, chefinha, você ouviu isso?!
Chefinha: - Ouvi, meninas! E minha mãe me disse que meninas que não gostam de meninos são lésbicas! Suma daqui sua lésbica!
Eu: - Ahn?!
Chefinha: - Isso mesmo, suma! Você não gosta de meninos!
Eu: - Ahnnn²???!!
Elas: - Isso, vai embora, sai daqui, vaaai!!! Eu quero a minha mãããe!!!
Eu: (dando de ombros com um ponto de interrogação na cara) - Tá bom então, ué.

E então, fui assistir a algum anime japonês com os meus novos amigos, os meninos.

E não se assustem, isso é uma coisa que acontece com muitas crianças de bom senso e opinião. Não só crianças, mas pessoas em geral. A sociedade é tão filha da puta, que não aceita em sua panela de pressão aqueles que não seguem as tendências e as modinhas. Eu não as sigo e não me importo nem um pouco. Uso o que quero, ouço o que eu quero e vejo o que eu quero, sou feliz assim. Podem me excluir a vontade da panelinha. Aliás, tomara que vaze o gás e o fogão inteiro exploda.

Ps.: isso tudo foi para pedir que me mandem e-mails agora apenas no seguinte endereço: srmota@gmail.com.

No Radinho: Chico Buarque - Construção


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Sábado, Julho 03, 2004

Vô dá porrada...
23:55



Depois eu ainda tenho que agüentar gente que defende esse neandertal-drogado-que-esqueceram-de-domesticar do Chorão... aposto que o Camelo não falou nenhuma mentira sobre o Charlie Bosta, deve ter dito somente o básico, que é um lixo. E mesmo assim, deve ter dito isso com muita classe e discrição, através das entrelinhas, porque ao contrário do Chorão e sua trupe, os caras do Los Hermanos são civilizados e limpinhos.

Agora, olhem que belo exemplo que o Chorão passa pros fãs dele! Incitação ao vandalismo e à violência, lindo, bravo... é justamente disso que nós precisamos. Esse cara devia ser proibido de aparecer na mídia, ele é uma aberração da natureza. Grosso, porco, nojento. Quer dizer então que ele pega na porrada quem não gosta da merda que é a bandinha dele?! Então pode vir, vem pegar a metade do mundo que já cresceu!

Ele devia saber que ninguém é obrigado a gostar dos grunhidos dele, que ninguém é obrigado a gostar das letras vazias dele e que liberdade de expressão não é crime nenhum desde que a ditadura acabou. Se ele se drogasse menos, talvez estivesse menos absorto na maior parte do tempo em que está fisicamente acordado e percebesse a realidade que está a sua volta. Isso tudo deve ser porque ele queria ter o talento e a inteligência do Camelo. Esse Chorão se acha muito politizado, mas não passa de um ignorante que não sabe o que fala. Se diz contra o capitalismo e o caralho, mas faz propaganda pra Coca-Cola®. Isso é só mais um motivo pra eu odiar o Charlie Brown Jr. mais do que já odeio.

No Radinho: David Bowie - I'm Afraid Of Americans / Orishas - Mística


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Coisas que viram outras coisas
00:50

Sabem, eu estava aqui ociosa vendo mais televisão do que costumo ver outra vez, e tomei consciência de uma coisa: essas pessoas que fazem seriados de televisão são muito non sense com relação à idade das personagens que são criadas para compôr uma trama. Que mania escrota de colocar gente muito mais velha pra fazer papel de gente muito mais nova! Isso é ridículo, tira a graça da coisa, fica artificial demais. Por exemplo, no Chaves, colocaram uns coroas pra fazer papel de crianças de oito anos. Tá certo que Chaves a gente até aceita porque é um seriado do arco da velha [e essa expressão deve ser tão velha quanto], e naquela época devia ser raro seriados com crianças de verdade. Mas temos exemplos atuais também, como em Malhação, onde eles contratam marmanjos de trinta e poucos anos pra fazer papel de adolescentes do colegial.

Aí, isso tudo me fez lembrar de um caso engraçado que li no blog da Alê Félix, a história do videotexto, onde ela conheceu a voz de um garoto, que parecia voz de homem adulto, e quando ela foi conhecê-lo pessoalmente quase teve um infarte ao ver que o menino não tinha nem quinze anos. Aí a gente entra agora aonde eu quero chegar: pessoas que mentem a idade. Isso é uma coisa que por incrível que pareça, é muito mais comum do que a gente pensa. Já vi garotas que mentem a idade para ficar com meninos mais velhos, já vi mulher madura que mente a idade por vergonha, e por aí vai... mas o caso mais bizarro que eu conheço é o de um cara que depois de vários anos de namoro com uma moça, descobriu que ela era quatro anos mais nova e além da idade, ela mentia o nome. Ou seja, de repente, ela era uma estranha na frente dele, assim, da noite pro dia. O que mais me surpreendeu, foi o fato do cara perdoar a menina e continuar com ela. Eu achei que ele ia querer matá-la, esquartejá-la e jogá-la numa vala bem funda.

Não acho que seja grave essa coisa de mentir a idade, muito pelo contrário, acho que de todas as mentiras, é uma das que menos pode prejudicar alguém. Toda mentira é ruim, claro, mas acho que se for pra mentir, que seja uma mentira que não cause danos a ninguém. Por exemplo, a mãe de família de quarenta e cinco anos que tá com tudo em cima pode muito bem mentir a idade e falar pra vizinha invejosa e toda caída que tem uns dez anos a menos, só pra outra largar de ser mexeriqueira e ir cuidar do seu próprio tanque. Ou então quando o adolescente que tem menos de dezoito e quer entrar no cinema ou em uma baladinha mostra uma identidade falsa e consegue passar e ir se divertir com os amigos, não vejo mal nenhum nisso. Só é ruim quando você encarna um personagem, como foi o caso que eu contei, e engana pessoas próximas, que estão presentes na sua vida, pessoas que se apegam a você e podem se sentir desnorteadas quando a verdade vier à tona [e ela sempre vem].

Como diria a minha avó, mentira tem perna curta, mas corre que é uma beleza. Cabe a cada um de nós saber o limite, a hora de falar a verdade e a hora de jogar uma mentirinha boba que não vá prejudicar ninguém. Até porque mentiras são como bolas de neve: quanto mais correm, mais crescem. E quando atingem alguém em cheio, podem machucar irremediávelmente. É preciso cuidar para que as coisas não virem outras coisas...

No Radinho: Dance of Days - Astro Boy / Adeus Sofia


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Sexta-feira, Julho 02, 2004

Publici[o]tários
00:11

Hoje eu vi mais televisão do que costumo ver normalmente. E se arrependimento matasse, ahh... eu estaria agora sendo velada dentro de um caixãozinho branco [oras, sou uma criança feliz e saltitante ou não sou?!], esperando pelo momento da cremação. Vocês já repararam nos comerciais que são exibidos? Como se não bastasse a programação deplorável e patética, temos os comerciais deploráveis e patéticos também. Simplesmente para confirmar o que Murphy um dia constatou: nada é tão ruim de modo que não possa ficar pior.

Eu pensava que para se tornar publicitário o cidadão tinha que ser original e criativo. Mas ao assistir certos comerciais de televisão, vejo que os conceitos devem ser outros, totalmente diferentes. Como exemplo, faço questão de citar o comercial do sabão em pó Ariel®. Tá, sabemos que todos os comerciais de sabão em pó são horríveis, mas esse é o pior, sem sombra de dúvidas. Eu até aceito ver que as meias de uma cidade inteira foram lavadas com o novo Omo Multi-ação®, mas maridos ideais? Isso já é me chamar de idiota na cara dura! Sem contar que os tais "maridos ideais" limpam o tecido que é mostrado no comercial ao som de Village People, o grupo musical mais másculo de todos os tempos.

Mas tem coisa melhor que isso! Sim, sim, eu disse coisa melhor. Vocês já viram o novo comercial de um certo creme-dental, que eu não lembro agora qual é, que vem com uma escala de brancura na embalagem para comprovar o clareamento dental que é supostamente causado pelo produto? Ah, poupe-me. Quer dizer então que o cara pode ser o mais assíduo dos fumantes e ter os dentes mais amarelados do que um quindim, que, se ele usar o novo creme dental de sei-lá-qual-marca, os seus dentes irão ser clareados gradual e milagrosamente e ele ainda ganha uma maravilhosa escala de brancura de papelão para comprovar o desempenho do produto?! Claro, que idéia genial.

Mas nem adianta, o melhor de todos os comerciais é o de Luftal®, remédio para gases. Olhem que diálogo agradável:

Marido: amor, tô com uma vontade de comer aquela sua feijoada!
Esposa: ahh, mas depois você fica daquele jeito...
[é assim mesmo, com ênfase no "daquele"]
Marido: ahh, depois é só tomar o Luftal® do Pedrinho!!
Esposa: então vamos já pra casa que eu também vou fazer aquela mousse de maracujá que você adora!


Não sei se era extamente isso, mas o contexto era esse. Porra, pelamordedeus! Remédio pra gases é uma coisa difícil de se fazer propaganda, isso é um assunto que deve ser tratado com uma sutileza imensa. O publicitário que fez essa monstruosidade, no caso, teve a sutileza de um rinoceronte com eplepsia! Quer dizer então que hoje em dia qualquer Zé é publicitário?! Pior de tudo: qualquer Zé é contratado! Agora, imaginem vocês que, da mesma maneira que as universidades estão formando publicitários incompetentes, elas também formam profissionais da saúde igualmente incompetentes. Que beleza, não?

O que nós precisamos é de profissionais competentes, que saibam empregar com maestria trocadilhos infames bem sacados em seus trabalhos. Um belo exemplo é a campanha publicitária do Cebion! Realize essa cena que eu vou descrever: uma imagem de um cara aparentemente saudável e tudo o mais, jogando uma bola para um cachorro bonito de pêlos brilhantes e o sol ao fundo clareando tudo... de repente, a frase de impacto. Um cebion dia para você. Porra! Isso sim que é campanha publicitária! Vejam que trocadilho per-fei-to, sutil e bem colocado! Por isso que eu digo: se os fabricantes de Luftal tivessem contratado o Kibe Loco para fazer o comercial, o Brasil seria um país muito melhor de pessoas mais leves e felizes.

No Radinho: Mundo Livre S.A. - Meu Esquema


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