Domingo, Maio 30, 2004
Ok, serei mais uma a falar do Orkut...
16:37
Eu sei que tá todo mundo postando sobre isso. Eu detesto ser igual a todo mundo, mas não posso deixar de expressar a minha opinião sobre esse tal de Orkut. Bom, inicialmente, quando a Fer me convidou para ingressar nesse negócio, eu não sabia muito bem pra que servia, mas tava achando até engraçadinho. Só que agora, tá começando a me irritar. O que tem de neguinho distribuindo spam por lá, não é brincadeira. Ou seja, como se não bastassem os spams que eu recebo diariamente no meu e-mail, agora também tenho os spams que recebo de minuto em minuto na caixa de mensagens do Orkut! Que maravilha, era tudo o que eu queria! Mas o que mais me intriga nesse negócio, é que o verdadeiro objetivo das pessoas ali não é fazer amigos, e sim lotar as suas listinhas pra ver quem tem mais amigos. É uma competição idiota e sem sentido. As pessoas simplesmente te adicionam pra aumentar o nº de idiotas na lista, e não porque querem te conhecer, saber quem você é, bater papo, nada disso. Tem gente lá que tem mais de trezentas pessoas na lista, e se bobear, dez são conhecidos e o resto é tudo um bando de babacas que foram adicionados só pra encher lingüiça. Só que eu simplesmente cansei. Não aceito mais na minha lista pessoas com as quais eu nunca tenha trocado pelo menos um "oi" pelo scrapbook. E podem me chamar de anti-social mau-humorada, não me importo. Mas eu não vou ficar servindo de panaca pra formar um ser-humano pseudo-popular cibernéticamente. Aliás, se alguém souber quais as vantagens de ser popular cibernéticamente, me avise por favor. Totalmente sem sentido. Eu acho que o Orkut teria graça se o objetivo das pessoas fosse ter em sua lista apenas conhecidos, pra trocar figurinhas, postar e discutir tópicos legais, engraçados e/ou inteligentes nas sub-comunidades e etc. Na minha lista, existem vinte e oito pessoas, entre elas:
- dezoito conhecidos;
- um gringo babaca que eu coloquei na ignore list;
- duas celebridades [Mara Maravilha e Osama Bin Laden];
- uma emergente [Narcisa Tamborindeguy];
- cinco sem noções que eu nunca conversei e já coloquei na ignore list;
- um Menimauzin.
Esse povo desconhecido, entrou na fase em que eu tava descobrindo o Orkut e aceitava as pessoas pensando que iria conversar com elas. Pois bem, os fulanos nunca deixaram sequer um scrap. Ignore list neles. O tal do gringo tem simplesmente 683 pessoas na lista dele. Duvido que ele conheça dez por cento daquele pessoal. E porque ele me adicionou se a maioria dos meus interesses no profile estão em português??? Ele não fala a minha língua [porque se falasse teria lido o sutil aviso que eu deixei pedindo educadamente para que dissessem pelo menos um "oi" antes de me adicionar], não sabe quais são os meus livros preferidos, não sabe quais são os esportes que eu pratico, não sabe o que eu gosto de fazer, não sabe porra nenhuma, não conhece ninguém que eu conheço! Tá certo que têm umas coisas em inglês lá, mas dane-se, ele não está interessado em saber quem eu sou, está interessado em aumentar a listinha de "amigos" dele. E um tiozinho, um tal de Penha Cláudio, que me adicionou e virou meu "fã" sem nem saber quem eu sou, num sabe se eu sou um travesti, se eu sou uma assassina, se eu sou canibal, se eu como batata com sundae... sem noção esse povo. Bom, enfim, se você me conhece, lê meu blog há um tempo e/ou eu leio o seu, você me acha pelo meu nick, Stephs Fry. Mas se você nem sabe quem eu sou, entrou aqui por acaso e só tá afim de "aumentar a circunferência do seu círculo social", esquece, mas esquece meeesmo.
No Radinho: Marisa Monte - A Sua
-----xxx-----
Terça-feira, Maio 25, 2004
Mãe de gravata, pai de salto alto.
14:52
Com certeza todos vocês já ouviram falar do pequeno príncipe da televisão brasileira, Ronnie Von [ou "mãe de gravata", como gosta de ser chamado pelos mais íntimos]. Ronnie é um dos maiores exemplos de bicha velha enrustida artistas batalhadores da nossa cultura. Nos anos 60, Ronnie participou de programas de calouros interpretando músicas dos Beatles e em seguida gravou um compacto com You've Got to Hide You Love Away e uma versão ridícula de Girl, ambas de Lennon e McCartney. Se tornou ídolo da juventude em 1966, quando apresentou o programa "O Pequeno Mundo de Ronnie Von" na TV Record e foi um dos principais cantores e galãs da Jovem Guarda. Teve não-sei-quantos discos gravados, entre eles a pérola "A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nuncamais" [percebam que nome criativo. Deve ter ocupado a capa do disco inteira]. Enfim, Ronnie é um ícone, uma jóia rara, um diamantinho lapidado. Mas aí vocês devem estar se perguntando: por onde anda o nosso pequeno príncipe??. Eu vos respondo, caríssimos: tá fazendo um programa pra machos sensíveis na TV Gazeta. Sim, sim, é isso mesmo. Ocorre que hoje eu passei a manhã em casa por motivos de preguiça maior e não sei porque resolvi ligar a TV, já que é raro eu ligar esse aparelho detonador de cérebro e dizimador de cultura. Bom, liguei a TV e fui passando os canais até me deparar com o mais inovador programa da televisão brasileira: Todo Seu, com ninguém menos que o nosso pequeno diamantinho lapidado, Ronnie Von! Depois de cantar e ser galã da jovem guarda, Ronnie resolveu entrar para o futuro e ser a mais nova imitação da Ana Maria Brega, só que claro, na versão masculina. Bem masculina mesmo. O programa de hoje, que eu vi inteiro por sinal [mentira, olhei a pauta no site. Eu bem que tentei, mas não dá pra assistir isso inteiro], estava como diria o mais másculo dos homens que assistem esse programa, di-vi-no. Começou com Silvio Brito relembrando seus sucessos. Depois teve uma reportagem sobre ciganos e uma apresentação de dança cigana [percebam como o programa aborda assuntos do interesse dos homens]. E pra fechar com chave de ouro [essa parte eu vi inteira, tava muito engraçada], o quadro Visão Masculina, trouxe David Cardoso Junior e Ricardo Corte Real [também não sei quem são] para fofocar com Ronnie sobre um tema hiper polêmico e interessante: mulheres têm sexto sentido? Claro que têm, eu por exemplo, estava pressentindo que esse programa me renderia um post! Bom, esse foi só o assunto incial, depois deu uma mudada de rumo, mas o quadro tava ótimo. Enquanto os três bambis homens conversavam sobre gurus, feng shui, onde colocar o berço do bebê, de que cor pintar a parede a parede da sala para atrair bons fluídos e etc, um chef cozinhava algo que se assemelha à lombrigas ao molho tártaro bem diferente ali ao lado deles, que já estavam sentados à mesa com seus devidos pratinhos esperando o grude a comida ficar pronta. O chef termina o prato, serve e o diretor do programa anuncia no ponto eletrônico que o programa só tem mais um minuto. Ronnie reclama, não adianta, o programa acaba. Deus seja louvado.
No Radinho: Luiz Melodia - Magrelinha
-----xxx-----
Domingo, Maio 23, 2004
Tudo nessa vida tem jeito, menos papel higiênico ruim.
21:04
Hoje vamos abordar um tema que pode parecer inútil, mas na realidade é uma das coisas mais importantes do nosso dia-a-dia. A questão é a seguinte: como anda a qualidade do seu papel higiênico? Várias situações me levam a pensar nesse assunto. Como quando estudantes chegam no banheiro da escola e quase choram ao se deparar com aquele papel reciclado em forma de rolo. Isso me revolta muito. Pra que é que pagam a mensalidade? Mereciam ao menos um papel fofinho!! A situação do papel higiênico em lugares públicos é tão ruim, que eu já aderi ao movimento "traga seu papel higiênico de casa"! Por essas e outras, que eu vou ser legal e dar umas dicas para você se dar bem na hora do aperto:
1º - Fuja dos papéis higiênicos de cor cinza e rosa papelaria (aquele se que parece com o papel no qual a mulher da papelaria embrulha a cartolina);
2º - Não deixe que o nome "Primavera" te engane;
3º - Não use papéis higiênicos que contém furinhos ou pedacinhos de outra cor. Ou você pode sair depilado;
4º - Banheiros públicos são lugares especiais para "tortura lombar". Portanto, se você vai pra escola, faculdade, shopping e etc., leve de casa;
5º - Nunca, jamais, em hipótese alguma queira economizar na hora de comprar papel higiênico. Nessa hora o barato sai muito mais caro (pense nos tubos de Hipoglós® que você vai ter que comprar depois);
6º - Esqueça os papéis higiênicos de marcas de supermercado (ex.: Extra, Carrefour e etc.);
7º - Papel perfumado só é mais caro. É a coisa mais enjoativa que existe e faz algumas pessoas perderem a vontade de ir ao banheiro;
8º - Prefira os de folha dupla. Evitam acidentes.
Dadas as dicas, agora é só vocês seguirem direitinho esse pequeno e útil manual para se darem bem em qualquer situação de perigo.
Agradecimentos especiais: À nossa querida amiga Adele, que foi quem sugeriu a discussão desse tema há milhares de anos atrás, quando eu escrevi isso.
No Radinho: Mamonas Assassinas - Boys Don't Cry
-----xxx-----
Sábado, Maio 22, 2004
Os monstros que aterrorizaram a nossa infância.
18:41
Hoje vou falar sobre os monstros que nos faziam chorar e ter pesadelos quando crianças. Aquelas coisas horrorosas que apareciam na televisão para nos amedrontar em pleno horário nobre, ou pela manhã. Não, não estou falando do Freddie Krueger ou do Jason. É coisa muito pior. Se você tem mais de quinze anos, acho que vai se lembrar de todos:
Mara Maravilha

A única apresentadora infantil morena, feia e com sotaque baiano [nada contra sotaque baiano, mas isso era raro numa apresentadora infantil]. Se bem que naquela época, todas elas eram verdadeiros tribufus, só que ninguém percebia porque aqueles penteados estavam na moda e nossas mães usavam o cabelo daquela forma também. Mas mal sabíamos nós que mais tarde, sentindo-se excluída, Mara ficaria loira e viraria crente. Lançou dezenas de Cd's infantis demoníacos [afinal uma apresentadora infantil que se preze, finge/acha que sabe cantar] e hoje em dia ainda lança seus disquinhos, mas são Cd's de música gospel, de algum selo gospel, para um público gospel e deveras cafona. Dentre suas obras, estão os Cd's "Provérbios de Salomão" e "Coração Iluminado". Mara é também um marco em minha vida, já que foi a primeira tilanga pública celebridade que eu vi ao vivo e a cores bem de perto. Sim! Ocorre que certa vez, eu estava em um shopping de São Paulo com a minha mamãe e avistei Mara com sua cara de garota-Kollynos-filha-do-Fagner passeando alegremente sem uma alma viva sequer rodeada de pessoas pedindo autógrafo. É claro que a mamãe quis que eu pedisse um autógrafo [mamãe gosta de boas ações, vai pro céu]. E é claro que eu chorei, esperneei e me recusei a fazer aquilo. Eu não me perdoaria jamais.
Bozo

O Palhaço mais chato e pentelho de toda a história da humanidade. Além de feio e sem graça, era pedófilo e se excitava quando crianças beijavam seu nariz. O que pouca gente sabe é que Bozo não é um, é dois. Melhor dizendo, foi dois, porque um morreu. Sim, o primeiro Bozo foi um infeliz chamado Arlindo Barreto. Só que o cara bateu as botas [deve ter sido assassinado] e alguém achou que a nova geração não podia ficar sem o palhaço pedófilo, substituindo assim, o Bozo falecido pelo novo Bozo, Luiz Ricardo. O que é justo, pois se a mídia dá espaço para os padres pedófilos, pipoqueiros pedófilos, papais noéis pedófilos e jardineiros pedófilos, porque não ressuscitar o palhaço pedófilo pra reforçar o time?! O pior de tudo, é que essa porcaria nem nacional é, pra variar é copiado do exterior. Sim, meus caros, aquela coisa de versão brasileira, assim como as novelas mexicanas que são regravadas no Brasil com pasteleiros atores brasileiros, assim como as músicas que Sandy & Junior cantam, tudo produto gringo. Mas apesar de tudo, Bozo sempre soube se sair bem de uma saia justa. Como daquela vez em que um sábio e sensato rapaz ligou em seu programa e proferiu algumas palavras de baixo calão conta sua pessoa e ele respondeu à altura:
- Bozo, Bozo... Vai tomar no cu!!! - O quê? Sua casa está cheia de urubu?! *cortam a linha*
Palmas pro Bozo que ele merece. Troféu jóinha pra ele.
Fofão

O pior de todos os monstros de antigamente. Era uma mistura de Alf, o E.Teimoso com Chrissie Hynde, Nívea Maria e Chorão do Charlie Brown Jr. Além de tudo, ele era físicamente defeituoso, pois tinha as bolas [caídas, diga-se de passagem] no lugar das bochechas. Esse ser alienígena me aterrorizava tanto, que quando eu era bebê [sim, essa praga já existia] e morava num sobrado, minha mamãe colocava o boneco Fofão da minha irmã mais velha na escada para que eu não tentasse subir, evitando assim um acidente. Sim, admito que de certa forma ele contribuiu com a minha arcada dentária deveras perfeita, mas isso não o torna meu amiguinho [não sou mal agradecida, mas tenho bom senso e ainda não fiquei louca]. Fofão criou um império consumista: bombons do Fofão, camisetas do Fofão, salgadinhos do Fofão, balas do Fofão, pirulitos do Fofão, papel higiênico do Fofão, linha de pescar do Fofão, protetor labial do Fofão, galinha de macumba do Fofão... enfim, aonde quer que eu fosse, eu não estava livre desse capeta. Ele fez sucesso, enriqueceu, me traumatizou e sumiu. But revenge is a dish best served cold.
Update: O Flávio acabou de me lembrar de uma coisa importante: o penteado e as roupas do Fofão são idênticos aos do Chuck, o boneco assassino. Suspeito, hein?! Brigada pelo toque, Flavinho!
No Radinho: Foo Fighters - Big Me
-----xxx-----
Ready, set, jam!
00:17
Aqui começa uma saga interminável de posts. Boa sorte aos que viverem.
-----xxx-----
|


|